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A racha nas entreperna
não há mulher que não tenha
quem quiser ouvir que venha
que eu vou descrever cada qual
as molhada e as sequinha
as cabaço e as sozinha
e aquelas que cheiram mal.

Vou falar primeiramente
com esta cara deslavada
da tal xoxota molhada
que chega a cheirar orvalho
tá sempre lubrificada
piscando desesperada
pedindo por um caralho.

A seca bem ao contrário
é coisa de mulher fria
querendo ficar prá titia
se renegando prá o macho
precisa de muito arreto
dedaço e chupão nos teto
prá vê se aceita o piçaço.

Não posso esquecer daquelas
que nunca foram exploradas
bucetas jamais tocadas
por um tarado qualquer
apertadas qual cú de macho
fechadas por um cabaço
esperando prá ser mulher.

Por outro lado há aquelas
geralmente de coroa
que ficam excitadas a toa
por lhe faltar companhia
de um nego véio piçudo
que entre rasgando tudo
e lhe faça gritar de alegria.

Mas as piores são as fedidas
que cheiram a bacalhau
mais agre do que um fel
e nos penteio seborréia
que só de pau encapado
dá prá coxiar descansado
sem pegá uma gonorréia.

Mas enfim todas são boas
cada qual com seu encanto
e uma coisa eu garanto
neste melô da buceta
não adianta companheiro
chegar perto e sentir o cheiro
prá depois bater punheta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Pequenos Delitos

 

Suruba é como nota de 100 reais. Todo mundo sabe que existe, mas pouca gente já viu uma de perto.

Até mesmo um sexológo prático e ginecologista amador como eu, com muitos anos de experiência fescenina (vá conferir lá no Aurélio), professor de libidinagem, defensor de todo e qualquer processo erotosocializante, pois bem, até mesmo eu, enquanto indivíduo no mais profundo do meu ser putárico, só participei de duas (qualquer dia desses, quando o tempo e a inspiração se encontrarem, contarei em detalhes), das quais tirei algumas lições que compartilho agora com vocês.

Antes, porém, deixo claro que suruba tem que ter no mínimo 5 pessoas, porque com 3 é ménage à trois e com 4 é swing, variações praticadas comumente pelas melhores famílias.

1 :: O ponto mais crítico é a escolha dos participantes. Só convide gente alto-astral, de bem com a vida.

2 :: Evite: mulher bonita demais e homem bonito demais. Existe uma tendência natural das atenções se voltarem para essas pessoas, gerando engarrafamentos. É importante que todos tenham as mesmas oportunidades de se dar bem.

3 :: Proiba a entrada de gente depressiva, ciumenta, drogada, emocionalmente frágil, enfim, complicados em geral.

4 :: O ideal é um número ímpar de pessoas, preferencialmente, deve sobrar uma mulher.

5 :: O ambiente: deve ser espaçoso e confortável, luz difusa e fuck-music rodando sem parar.

6 :: Bebidas: vinho, uísque e roskas. Mas em pouca quantidade. Bêbado em suruba só faz merda.

7 :: Material de apoio: muitas toalhas limpas, zilhões de camisinhas espalhadas pelo ambiente, kilos de KY, vibradores e outros brinquedinhos. Câmera fotográfica só com a autorização explícita de todos os participantes.

8 :: Outro ponto delicado é quando e como começar. Quem toma a iniciativa? Como quebrar o gelo? Vale a criatividade, o bom-senso e a capacidade de improviso dos participantes. Joguinhos de strip (aqueles em que quem perde tira uma peça de roupa) sempre ajudam.

9 :: Boca de siri. É altamente condenável sair contando detalhes e dando nome aos bois e vacas (sem ofensas, tá?). Lembre-se: quem come e guarda, come duas vezes.

 

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